Hapvida expande uso de inteligência artificial e transforma cuidado médico em escala nacional
São Paulo – 20 de fevereiro de 2026. A Hapvida consolidou a inteligência artificial (IA) como pilar definitivo de sua estratégia de saúde, colocando em operação dezenas de modelos que já fazem parte da rotina clínica e administrativa em todo o país. Hoje, a companhia conduz 150 projetos de IA, totalizando mais de 200 modelos em diferentes estágios de maturidade. Desse universo, 39 atuam de forma integrada no dia a dia de uma rede que atende 16 milhões de beneficiários.
Projetos assistenciais ganham destaque
Entre as iniciativas voltadas diretamente ao cuidado, 81 têm foco assistencial. Elas abrangem suporte a diagnósticos, interpretação de exames e organização da jornada de pacientes. Um dos exemplos é o Autocid, sistema que lê o texto da consulta, interpreta o quadro clínico e sugere classificações compatíveis com a CID-10. Aplicado a mais de 22 milhões de atendimentos de emergência, o modelo alcançou 96% de acurácia e obteve concordância de 88% entre os médicos, agilizando a liberação de resultados e o início de terapias. A empresa planeja estender a mesma ferramenta para consultas eletivas e telemedicina em 2026.
Outra frente contempla a identificação precoce de endometriose. Um algoritmo analisa imagens e entrega assertividade de 90%, possibilitando intervenções antecipadas que impactam a qualidade de vida das pacientes. Há ainda solução voltada à elaboração automática de laudos de raio-X de tórax, capaz de classificar exames com 96% de precisão e liberar radiologistas para atividades de maior complexidade.
Eficiência administrativa impulsionada por IA
No campo operacional, 69 projetos miram aumento de produtividade e redução de custos. Modelos preditivos mensuram a chance de ausência em consultas agendadas, problema recorrente na saúde suplementar. Desde a implantação desse recurso, a Hapvida diminuiu em 17% o índice de faltas e elevou em 9% o aproveitamento de agendas, graças ao remanejamento inteligente de horários.
Outro sistema cruza automaticamente dados de beneficiários com critérios de inclusão de pesquisas clínicas em áreas como oncologia, obesidade, neurologia e doenças raras. A partir de julho de 2025, 275 pessoas foram apontadas como elegíveis; 39 já ingressaram em estudos oncológicos, ampliando o acesso a terapias inovadoras.
Governança, escala e impacto
Segundo a operadora, toda solução passa por validação clínica e segue protocolos médicos e regulatórios antes de entrar em produção. Jorge Pinheiro, presidente da companhia, ressalta que a IA funciona como instrumento de apoio: ela aumenta a precisão diagnóstica e melhora o fluxo de trabalho, mas não substitui a decisão profissional. Nesse modelo, a tecnologia se torna aliada do cuidado humanizado.
Para Luccas Adib, vice-presidente de Tecnologia e Finanças, a análise de grandes volumes de dados permite antecipar riscos, personalizar o atendimento e fortalecer a sustentabilidade do sistema. A empresa monitora a jornada de beneficiários e colaboradores para identificar gargalos, oportunidades de melhoria e impactos clínicos ou operacionais, adotando intervenções proativas sempre que necessário.
Uma das maiores plataformas de IA em saúde no Brasil
Graças ao volume de modelos em produção e à abrangência nacional, a Hapvida afirma operar uma das maiores plataformas de IA aplicada à saúde no Brasil. A estratégia sistêmica – que combina governança, validação técnica e implementação em larga escala – posiciona a operadora como referência no setor, atendendo desde triagem de emergência até gestão de agendas e seleção de participantes para estudos clínicos.
O portfólio deve crescer nos próximos meses com a evolução de projetos que hoje se encontram em fase de teste ou piloto. Embora não revele detalhes sobre novas vertentes, a companhia indica que continuará priorizando aplicações capazes de gerar impacto assistencial direto, otimizar processos internos e manter o paciente no centro da atenção.
Com essa estrutura, a Hapvida reafirma a aposta na inteligência artificial como ferramenta para entregar cuidado mais ágil, preciso e sustentável, sem abrir mão da participação decisiva dos profissionais de saúde.



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